A reunião individual entre chefe e colaborador é uma das ferramentas mais poderosas e mais mal aproveitadas da gestão. Bem conduzida, alinha expectativas, antecipa problemas e fortalece a relação. Mal conduzida, vira um relatório de tarefas que ninguém valoriza.
Não é uma atualização de estado
O erro mais comum é usar este tempo para listar o que foi feito, algo que cabe num email. A reunião individual deve servir para o que não cabe noutro lado: dificuldades, ambições, feedback nos dois sentidos, decisões que precisam de conversa.
O espaço é da pessoa
Estas reuniões funcionam melhor quando pertencem ao colaborador, não ao chefe. Quem coordena deve ouvir mais do que falar, perguntar como vão as coisas e criar abertura para temas que de outra forma ficariam por dizer.
Tornar o tempo útil
- Mantenham a regularidade; o que é ocasional perde força.
- Deixem a pessoa trazer os seus temas primeiro.
- Falem de desenvolvimento, não só de tarefas do momento.
- Anotem decisões e retomem-nas na conversa seguinte.
Cancelar repetidamente estas reuniões por causa de outras urgências transmite que a pessoa não é prioridade. A consistência é parte da mensagem.
Para quem é colaborador
Se é você quem tem estas reuniões com a sua chefia, prepare-as. Leve os seus temas, as suas dúvidas e as suas ambições. Não espere que o chefe adivinhe o que precisa; use o espaço para falar do que importa para a sua carreira.
Trinta minutos regulares e bem usados valem mais do que horas de reuniões dispersas. É onde a relação de trabalho se constrói, conversa a conversa.