Quando alguém deixa uma empresa, é frequente ser convidado para uma entrevista de saída. A pergunta inevitável surge: até onde devo ser sincero? A resposta não é simples e depende muito do contexto, mas há princípios que ajudam a decidir.
Para que serve
Bem usada, a entrevista de saída ajuda a empresa a perceber porque perde pessoas e a corrigir problemas. Mas nem todas as organizações a levam a sério, e nem todos os ambientes garantem que o que disser fica entre as paredes da reunião.
Honestidade construtiva
Ser honesto não significa despejar todas as frustrações. Significa partilhar observações úteis de forma equilibrada, com foco em factos e não em ataques pessoais. Apontar um processo que falha ajuda; descarregar ressentimentos sobre colegas raramente.
O que pesar antes de falar
- A relação que quer manter com a empresa e as pessoas.
- A possibilidade de voltar a cruzar-se com elas no setor.
- Se a empresa demonstra abertura genuína a críticas.
- A confidencialidade real do processo.
Num setor pequeno, a discrição costuma compensar. As pontes que mantém valem mais do que a satisfação momentânea de dizer tudo.
Encontrar o equilíbrio
O melhor caminho costuma estar no meio: ser sincero sobre o que pode ajudar, calar o que só serviria para magoar e manter um tom profissional do início ao fim. Termine agradecendo o que de bom levou da experiência.
A entrevista de saída é a sua última impressão. Deixá-la marcada por maturidade e equilíbrio protege a sua reputação muito depois de ter saído pela porta.