Ser promovido pela excelência técnica é comum; descobrir que gerir pessoas é uma profissão completamente diferente é o choque que se segue. A transição de bom técnico a bom gestor é uma das mais subestimadas, e das que mais formação exige.
O que muda
Como técnico, o seu valor estava no que produzia. Como gestor, passa a estar no que a equipa produz através de si. As competências que o tornaram excelente, a execução individual, deixam de ser o essencial. O sucesso mede-se agora pelos outros.
A armadilha de continuar a fazer
O novo gestor sente-se tentado a refugiar-se no trabalho técnico que domina, deixando a gestão para depois. O resultado é uma equipa sem orientação e um chefe esgotado. Largar parte da execução é doloroso, mas indispensável.
Competências a desenvolver
- Ouvir e perceber o que cada pessoa precisa.
- Dar feedback que ajude a melhorar.
- Tomar decisões com informação incompleta.
- Delegar e confiar sem controlar tudo.
Estas competências não se aprendem nos manuais técnicos. Pedir formação em gestão e procurar um mentor que já fez esta transição acelera muito o processo.
Paciência com a curva
Os primeiros meses como gestor trazem dúvidas e erros. É normal sentir-se menos competente do que era na função anterior. Essa sensação passa à medida que ganha experiência. O segredo é aceitar que está a começar uma nova profissão e dar-se tempo para a aprender.
Quem faz bem esta transição descobre uma satisfação diferente: a de ver pessoas crescerem e equipas terem sucesso. É um tipo de realização que a execução individual nunca dá.