Mudar de empresa é mudar de país sem sair da cidade. Cada organização tem regras não escritas sobre como se comunica, decide e convive. Dominar a função é só metade do trabalho; perceber e adaptar-se à cultura é a outra metade, muitas vezes a mais difícil.
Observar antes de julgar
O que parece estranho à chegada costuma ter uma razão. Antes de concluir que aqui fazem tudo mal, observe como as coisas funcionam e porquê. Os primeiros tempos são para aprender o terreno, não para impor a forma da empresa anterior.
Decifrar as regras não escritas
As pistas estão no dia a dia: as reuniões começam à hora ou com folga? As decisões tomam-se em grupo ou no topo? Fala-se de forma direta ou diplomática? Reparar nestes códigos evita gafes e acelera a integração.
Adaptar sem se perder
- Ajuste a forma de comunicar ao estilo da casa.
- Respeite os ritmos e processos antes de propor mudanças.
- Construa relações com pessoas de diferentes áreas.
- Mantenha os seus valores enquanto se ajusta à superfície.
Adaptar-se não é trair quem é. É escolher as batalhas e perceber quando vale a pena ajustar-se e quando vale a pena manter a sua forma de ser.
Quando a cultura não encaixa
Por vezes, depois de um esforço genuíno, percebe-se que os valores da empresa não combinam com os seus. Reconhecer isso cedo, sem dramatismo, é melhor do que insistir num ambiente onde nunca se sentirá bem. Nem toda a cultura serve a toda a gente.
Quem se adapta com inteligência integra-se mais depressa e sofre menos. Ler a cultura de uma organização é uma competência que se apura a cada mudança de emprego.