A sensação de não merecer o lugar que ocupa, de que mais cedo ou mais tarde vão descobrir que afinal não sabe assim tanto, tem nome: síndrome do impostor. Atinge gente competente em todos os níveis, e reconhecê-la é o primeiro passo para a desarmar.
De onde vem
Costuma surgir em momentos de mudança: um cargo novo, um projeto exigente, um ambiente onde toda a gente parece muito segura. O cérebro interpreta o desconforto natural do desconhecido como prova de incompetência, o que está longe de ser verdade.
Os sinais mais comuns
Atribuir os sucessos à sorte, desvalorizar elogios, trabalhar em excesso para compensar um suposto défice e evitar desafios por medo de falhar. Se reconhece estes padrões, saiba que está em boa companhia: são extremamente frequentes.
Estratégias que ajudam
- Registe as suas conquistas e releia-as nos dias de dúvida.
- Fale abertamente com colegas; vai descobrir que sentem o mesmo.
- Aceite que não saber tudo é normal e faz parte de crescer.
- Separe os factos das interpretações negativas que cria sobre si.
Trocar a pergunta serei suficiente por o que posso aprender aqui muda a relação com o desafio e reduz a ansiedade.
Transformar a dúvida em motor
Uma dose moderada de autocrítica mantém-no humilde e disposto a melhorar. O problema só surge quando essa voz paralisa. Procure provas reais do seu valor, peça feedback concreto e lembre-se de que chegou onde está por mérito, não por engano.
Ninguém se sente seguro a cem por cento o tempo todo. A diferença está em avançar apesar da dúvida, em vez de esperar que ela desapareça por completo.